Nós Somos o gatilho da Violência ou da Paz

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O QUE PODEMOS FAZER COMO INDIVÍDUOS EM FACE DA VIOLÊNCIA DESUMANA, O TERRORISMO?

“Acordamos a cada dia para mais um dia de vingança; punição e vingança.

A violência e a brutalidade que nos rodeiam são efeitos destrutivos da fragmentação de um indivíduo contra o outro, de um grupo contra o outro, religioso, social, cultural e econômico.

Somos irmãos e irmãs, filhos da mesma mãe, herdeiros do mesmo Destino Coletivo.

O que fazemos para o outro, fazemos a nós mesmos.

Por que então como guerreiros de grupos tribais somos tão desumanos?

Não é a mesma experiência de dor para todos?

Como podemos estar nos caçando e nos matando?

Não é a mesma experiência de dor?
Não temos o mesmo medo de todos os seres vivos?

Como podemos perpetrar a violência e a dor no outro?

Será que tomar o nosso tempo hoje para ensinar a nossos filhos que a divisão em nome do que é sagrado ou secular, é um crime?

Vocês dizem a eles que somos seres humanos, e não rótulos que nos separam?

Podemos, neste momento de crise, moldar suas jovens mentes para cuidarmos do mundo e sermos cidadãos do mundo e não fanáticos intransigentes?

As diferenças ideológicas estão na raiz da violência que está nos roubando a sanidade e colocando em perigo nossa sobrevivência.

Quando ficamos preocupados com a nossa própria sobrevivência, com a sobrevivência do nosso grupo, da nossa crença, estamos sendo divisionistas e ameaçando a própria sobrevivência do todo.

Vamos olhar profundamente para a verdade.

A violência e o conflito que estamos testemunhando é a dramatização da  violência interior indizível da humanidade.

Nós não somos seres individuais, separados.

O que acontece conosco acontece a toda a humanidade, a toda a vida.

Fisicamente poderíamos viver isolados em nossos lares solitários, vendo nossa violência doméstica a partir dos olhos do mundo, mas psicologicamente somos inseparáveis do resto da humanidade.

Os gases venenosos da nossa turbulência interna se infiltram através da consciência coletiva da humanidade.

A violência dentro de nós, entre pais e filhos, esposos e esposas, irmãos e irmãs e no trabalho, é a própria fonte de perigo e destruição.

Que cada um de nós responda com um senso de imediatismo, de urgência.

Que cada um de nós, os ateus e os tementes a Deus, o camponês no  arado e a mãe ao lado do berço, o burocrata e o trabalhador, que todos possamos assumir a responsabilidade pelo que está acontecendo ao nosso redor.

O que podemos fazer como indivíduos agora?

O que devemos fazer como indivíduos agora?

Como cada um de nós pode se contentar em ver alguns heróis e profissionais sacrificando suas vidas para proteger a segurança de outros enquanto permanecemos expectadores passivos vendo o drama do horror se desdobrar bem diante de nossos olhos?

Os especialistas, sejam das forças armadas ou dos sistemas políticos, podem aliviar a dor do momento.

Eles podem remover o sintoma, mas a causa da violência reside fervendo dentro de nossa consciência.

Ela se esconde como conflito, raiva reprimida, divisão e ressentimento dentro de cada um de nós.

Até que este assunto seja resolvido, a violência continuará nas nações do mundo em nome de uma coisa ou de outra.

A solução real é mover a nossa atenção para dentro, reconhecer a violência dentro de cada um de nós e abrir caminho para a paz.

Mesmo que 10 milhões entre nós que pertencemos a uma nação de 1 bilhão, entrarem em estados elevados de consciência e alcançarem a paz, a violência vai diminuir.

Se 10 milhões forem para estados elevados de consciência, um estado de total não-violência interna, a paz e  o bem-estar podem ser possível.

Embora as causas da violência continuem a existir, elas não vão se traduzir em atos de violência.

Nós somos os gatilhos da violência ou paz.

Nós não podemos voltar ao trabalho como de costume, sem olharmos para o nosso próprio conflito interior.

O destino de cada ser humano conhecido e desconhecido está atrelado a nós.

No martírio do horror que nos cerca, vamos nos reformular em uma nova geração de Seres Humanos.

Passemos a partir da noite escura da divisão para o Alvorecer da Cooperação e da Unidade.

Há luz no fim do túnel.”

– Sri Bhagavan

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